Sobre o céu nublado e cinzento, a úmida corrente de ar esfria com o seu sopro o tempo que começa a sentir o principio da precipitação da água em pequenas gotículas, evento conhecido como chuva...
Entre os becos das ruas de Los Angeles, se encontra um partido, tal facção age como “caçadores de recompensas “. Normalmente coagindo a mando de grandes “chefes da rotina”, em busca de pessoas ao quais devem pagar suas dividas. A principio e ao mesmo tempo em termino, a punição aos negligentes sucumbe à morte. Antes de passar a sofrer este triste fim, um severo castigo psicológico, O “pecador” deve ser o ultimo a morrer. Antes, deve presenciar o castigo de seus atos sendo carregados em sua família. Podemos dizer que em cenas como essas do cotidiano de um caçador, buscar um pouco de suas gratificações através de garotas inocentes acaba por si tornando-se uma rotina comum.
Esta é a casa dos “The Ackles”, vivem nela o senhor Alan e Livia Ackles, e suas filhas, Denise e Kate. O pecado do senhor Ackles? Simplesmente ter pedido um empréstimo ao grande gerenciador da máfia apenas conhecido como “The Shadown”. Raros tiveram a oportunidade de ver o rosto, mas o fim dele você saberá mais tarde... – Seria simples dizer que o senhor Alan já possuía todo o dinheiro para pagar suas dividas, mas o problema foi ser ingênuo ao ponto de não imaginar que seus juros em pouco tempo triplicariam de forma célere. Antes uma casa alegre e pacifica, agora uma atmosfera de puro terror e pesadelo. A senhora Ackles já foi a primeira a ter o seu fenecimento, ter levado dois tiros em cada um de seus joelhos, e cinco na cabeça, tornou-a uma das vitimas que chegou menos a sofrer.Sobre os cômodos, um ao qual seria o da pequena Kate de apenas 15 anos, só se ouve um desesperado choro e gritos angustiantes. O senhor Ackles se encontra na cozinha, amarrado sobre fitas grossas e uma corrente de que haviam encontrado na escada de incêndio. Este não pode falar por causa do pano que lhe colocaram na boca, mas sua face demonstra toda a dor que sente ao ver sua mulher com a cabeça ensangüentada sobre seu ombro, e ouvir sua filha sendo abusada sem poder fazer nada. No seu outro lado, a pequena Denise de apenas 4 anos se encontra com a cabeça baixa, um terço em suas mãos, onde no fim é possível perceber um pequeno crucifixo de madeira. É possível sentir toda sua ingenuidade, principalmente pelo fato da pequena estar rezando os cânticos que seu pai pediu antes que lhe colocassem o trapo na boca.
No quarto já não se ouve mais nada, a cozinha se encontra sobre um breve silêncio, foram encaminhados a esta “terrível brincadeira” os piores caóticos entre os caçadores, John e Terry. E o próprio Terry volta do quarto levantando o zíper e com um sorriso sarcástico que se encontra de ponta a ponta de sua orelha. John olha nos olhos do violentador, e entre um breve sinal de olhares entre ambos o mesmo se levanta. Até chegar em direção ao pai de família. Em seguida, puxa uma arma que se encontrava em baixo de sua jaqueta jeans. Do bolso da calça puxa um silenciador, após o encaixe, coloca o cano frio sobre a cabeça do senhor e diz:
- Bem, você já padeceu bastante, até outra vida, camarada!
Do senhor Ackles só sobraram às lágrimas misturadas ao sangue que começa a escorrer de seu rosto.
Ambos assassinos novamente trocam olhares, e como uma conexão entre mentes, visualizam a inocente garotinha.
Terry olha para um de seus capangas e diz:
- Traga o guri, vamos testá-lo!
Logo o infeliz seguidor abre um sorriso macabro, e sai correndo em direção a saída. Alguns minutos depois, ele volta e trás uma criança consigo. A mesma se encontra de cabeça baixa, o cabelo encobre a face, sua roupa é simples, sobre o seu corpo, é possível encontrar várias cicatrizes e marcas que ainda parecem ser recentes.
Terry chega em direção ao garoto, levanta uma de suas mãos e coloca a mesma pistola que havia usado a pouco. Chega próximo ao ouvido e diz:
- Esse vai ser o seu primeiro assassinato, saiba fazê-lo com prazer!
A pequena e inocente ainda se encontra de olhos fechados rezando para o seu senhor protetor e justiceiro (...TODOS ALMEIJAM MILAGRES...). O pequeno guri se aproxima da garota ainda com a cabeça baixa e sem nenhum algum tipo de movimento a qual pareça violento. Denise sente algo se aproximar, por sua ingênua curiosidade, decide levantar a cabeça. Até se deparar com o garoto, assim, abre um puro e sincero sorriso.
“A mente do garoto ainda imaculado se encontra sobre um longo vazio, não é possível sentir lembranças ou sentimentos. Sua memória não atinge nada a não serem momentos daquele presente difícil de interpretar. Sua reflexão, era de que não sabia o que aquilo representava. A alguns dias havia tido sonhos, com uma bela mulher que soprava sons suaves sobre seus ouvidos, esta ilusão que via quando dormia parecia um tanto real mas ao mesmo tempo era inibida por uma nevoa negra e contorcida que o impedia de sentir sensações e prazeres daquele momento. De repente, toda aquela ilusão tornava-se um mundo obscuro e sangrento em volta da mulher que lhe tentava dizer algo... Isto era o que ele conhecia sobre si, o resto... Simplesmente vácuo...”
O tempo na cozinha parece ter sido contorcido pela atmosfera do local, Mathews olha para a arma e levanta a cabeça com uma sensação estranha em seu peito, a cada centímetro que seu olhar se vaga em direção da garota, ele sente náuseas e um tontura que faz com que o local fique em duplicidade. Quando o menino levanta a cabeça e fita os olhos da infante, ambas trocas de olhares a pequena depara olhos vermelhos que a fazem abaixar a cabeça após um arrepio interior. Um medo extremo atinge seu coração, até deixar cair o terço e perder toda a fé que possuía, e se deparar com seus pais mortos ao seu lado. De forma imediata, sua primeira reação é um longo e amedrontado choro, misturado com um pouco de dor e angustia. Os miseráveis sanguinolentos olham para o garoto esperando alguma atitude breve... O tempo passa...
... Entre lágrimas e desespero, um silêncio!
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