quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ABRIR OS OLHOS...


E assim, Deus criou os céus e a terra;

... A terra era vazia, havia trevas sobre a face do abismo;

Até Deus falar: QUE HAJA LUZ!

- Gênesis, 1;2

364 DIAS... APÓS COMA...

“Sinto um cheiro diferente, um aroma artificial. Meu corpo antes leve, agora esta carregado. Que barulho é esse? (máquina hospitalar...) Um forte brilho branco tenta ultrapassar a película que protege meus olhos (começa a abrir os olhos de forma clarividente).”

O recém desperto encontra-se num quarto de hospital, sobre seu corpo passagens que levam a um recipiente que possui um líquido transparente. O jovem aos poucos tenta abrir os olhos, não seria fácil adaptar-se a um brilho incandescente após tantos dias em completa escuridão e sonhos. Com um grande esforço, consegue adequar-se ao contraste do local, e se depara sobre a acomodação. Através da porta do cômodo, a qual se encontra aberta. É notável uma grande movimentação na área, pessoas compostas por jalecos brancos não notam o despertar do garoto. Um tanto estranho, já que estão nas proximidades. Por impulso, Matthews tira dois plug-ins que se encontram presos aos seus pulsos. Nesse momento, ele nota as marcas desconhecidas que foram estampadas sobre seu corpo (e sente uma leve dor aguda, ao lembrar-se de como foram dolorosas...), passando a mão sobre elas, tenta por um momento decifrar o que seria aquilo, mas sente uma ligeira dor na cabeça, talvez conseqüência do sopor. Afinal, não tinha noção de quanto tempo havia ficado inconsciente no local. - Repentinamente, uma voz flui sobre seus pensamentos: “Esta na hora de sair. Garoto, venha a minha procura”... (sorriso...). – Matthews, adota em sua fisionomia uma expressão de alarme. – Vai continuar inativo? Você não tem muito tempo para sair, eles estão a sua procura. E presumo que já estejam próximos (novamente um sorriso). – Um arrepio assola entre as espinhas do garoto, sobre a vista que possui do corredor, nota um individuo alto, de forma robusta, que possui cabelos castanho-claros estendidos até seus ombros. Em vestimentas, possui uma sobreveste de couro marrom puxado a um avermelhado polido. De forma explicita, é notável um crucifixo cor de prata amplo pendurado na garganta que brilha de forma excessiva. Matthews, em situações não muito favoráveis (uma leve dor de cabeça é sentida desde que acordou, mal consegue sentir seus pés sobre o chão frio do local...) prontamente dirigi-se em direção numa janela que se encontra deserta. Antes de sair, escuta uma voz falando: “Sim padre, existe um garoto deste perfil, se encontra neste quarto ao lado.” – O jovem não pensa duas vezes, e sobre a vidraça submete uma escalada complexa, que devido a sua situação física, é levado a uma queda propensa, sobre um gramado médio, na parte dos fundos do hospital. Tendo em vista o céu, Matthews percebe que o sol esta se pondo, por impulso, decide desconsiderar a voz escutada a pouco, e seguir direção ao ponto de encontro do grupo a qual faz parte.

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